CANDIRUZÃO.lab
O que é a CANDIRUZÃO.lab
CANDIRUZÃO.lab é a produtora audiovisual independente do Coletivo Pererê. Seu nome é uma provocação e uma homenagem: o candiru é um pequeno peixe amazônico conhecido por sua força e capacidade de nadar contra a corrente – simbolizando a persistência de quem vem das margens. O "zão" no final amplia essa potência. Somos candiru, mas somos candiruzão: pequenos, porém gigantes na vontade de rasgar caminhos.
A produtora nasce da necessidade de contar as histórias que a grande mídia ignora. Enquanto os holofotes se concentram no centro, a CANDIRUZÃO.lab aposta suas lentes nas bordas – nas ruas de terra, nos igarapés poluídos, nos becos da Colônia Santo Antônio, nas memórias dos moradores antigos, nas rimas dos jovens, nas lendas que ainda resistem.
Somos "brazuca, marginal e nortista". Brazuca porque assumimos o jeito brasileiro de fazer arte com o que tem. Marginais porque partimos da periferia e não pedimos licença para ocupar o audiovisual. Nortistas porque nossa voz, nossa imagem e nossa alma são amazônicas.
O que fazemos
A CANDIRUZÃO.lab produz documentários, curtas-metragens, registros de ações comunitárias, vídeos de memória e projetos de comunicação popular. Nossa matéria-prima é o território: suas gentes, suas dores, suas festas, suas lutas e suas águas.
A relação com o Coletivo Pererê
A CANDIRUZÃO.lab é um dos braços do Coletivo Pererê. Enquanto o DeColônia ocupa as ruas com arte presencial e o coletivo articula projetos de cultura e educação, a produtora é responsável por registrar, eternizar e ampliar essas ações através da imagem.
Mas a CANDIRUZÃO.lab não é apenas uma produtora de registro. Ela também cria obras autorais, com linguagem própria, poética visual e um olhar que parte do território e dialoga com o mundo. Cada vídeo é pensado coletivamente, mas carrega a marca inconfundível de quem vive a Colônia Santo Antônio na pele.
Entre os trabalhos já realizados, destaca-se o documentário:
"Igaração do Saci - Memórias do Colônia Santo Antônio"
Este filme é um marco. Ele conta, pela primeira vez com a profundidade que o tema merece, a história do bairro Colônia Santo Antônio – o mesmo bairro que, quando pesquisado na internet, só mostrava geografia e crimes. O documentário resgata memórias de moradores antigos, a relação da comunidade com o igarapé, as transformações do território ao longo dos anos e a força cultural que sempre existiu ali, mesmo quando ninguém olhava.
O que vem por aí
A CANDIRUZÃO.lab está em constante expansão. Planejamos novas temporadas da série "Saberes das Águas", novos documentários sobre a Colônia Santo Antônio e outras comunidades da zona norte de Manaus, além de um acervo digital aberto para que moradores possam contribuir com fotos, vídeos e relatos sobre a história do bairro.
Também queremos nos inscrever em editais de fomento ao audiovisual periférico e amazônico, para equipar melhor a produtora e garantir a continuidade das produções.
Como acompanhar
YouTube: @CANDIRUZAO_lab (ou busque "Candiruzão Lab")
Instagram: @candiruzao_lab
A produção também é divulgada no perfil oficial do Coletivo Pererê: @coletivoperere
Se você acredita que as histórias da periferia merecem ser contadas com respeito, beleza e verdade, você já é parte da CANDIRUZÃO.lab. Compartilhe, assista, critique, se inscreva. E, se puder, apoie.
CANDIRUZÃO.lab – Das margens, rasgando caminhos como um candiru. Brazuca, marginal e nortista.
Projeto de formação musical continuada que promove inclusão social e desenvolvimento artístico por meio do ensino gratuito de música para crianças e adolescentes da Colônia Santo Antônio. A primeira edição utilizou a flauta doce como ferramenta pedagógica, com previsão de expansão para outros instrumentos nas próximas edições, fortalecendo vínculos comunitários e o acesso à cultura na periferia.
Yure Ferreira
Idealizador do projeto
Realidade do local
O projeto é desenvolvido na Toca do Saci, nossa sede comunitária localizada na Rua Pinheiro, no coração da Colônia Santo Antônio, zona norte de Manaus. A região enfrenta desafios como falta de pavimentação, ausência de saneamento básico, presença do tráfico de drogas, acúmulo de lixo em áreas públicas e poluição do igarapé que corta a comunidade. Crianças e adolescentes crescem em um contexto de vulnerabilidade social, com pouco acesso a equipamentos culturais e oportunidades de formação artística.
Desafios sociais e territoriais
A carência de políticas públicas e a violência estrutural afetam diretamente o desenvolvimento infantojuvenil. O território sofre com a ausência de espaços de lazer e cultura, o que limita as possibilidades de expressão e cidadania. A Toca do Saci surge, nesse cenário, como um ponto de acolhimento, onde a música se torna ferramenta de resistência e transformação.
Impactos do projeto
O Melodia Periférica promove inclusão social e desenvolvimento artístico por meio do ensino gratuito de música na Toca do Saci. Fortalece a autoestima, a disciplina e o senso de pertencimento de crianças e adolescentes, ampliando seus repertórios culturais e criando novas perspectivas de futuro. Além disso, envolve as famílias e a comunidade, tecendo redes de cuidado e cooperação no território.
Yure Ferreira
Idealizador do projeto
Produções
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