Quem somos
Inspirado na irreverência do Saci Pererê, uma das figuras mais emblemáticas do folclore brasileiro, e movido pela urgência de preservar a memória, a cultura e os saberes da região amazônica, o Coletivo Pererê nasce da união de artistas, educadores e produtores culturais manauaras.
Criado em 2 de dezembro de 2023, em Manaus, o coletivo se constitui como um movimento sociocultural que promove o diálogo entre tradição e contemporaneidade, conectando culturas populares e ancestrais às expressões artísticas contemporâneas.
Por meio de ações educativas, oficinas, eventos culturais, exposições e atividades comunitárias, o Coletivo Pererê atua na valorização da cultura amazônica, no fortalecimento dos vínculos comunitários e na promoção da transformação social através da arte, do brincar e do cuidado com o território.
Trabalhamos a partir de três eixos
1
Cultura em movimento
O Coletivo organiza eventos que conectam tradição e contemporaneidade, como batalhas de rima, batalha de slam, manifestações do hip-hop e a cultura de rua.
Essas atividades são cruciais para a "política de imagem", pois criam e disputam narrativas, oferecendo aos jovens da periferia um espaço de expressão e construção de identidades positivas contra a estereotipagem e o "espetáculo do outro" que os associa à violência e ao perigo.
A contação de histórias e oficinas artísticas, ao resgatar os encantados e as lendas amazônicas, revalorizam o conhecimento ancestral e a conexão com o território, elementos muitas vezes apagados pela lógica modernista e colonialista.
2
Educação comunitária
Aprendemos e ensinamos com as mãos, a voz e o território. Oficinas, rodas e formações que brotam da quebrada.
Utiliza-se da arte e literatura como ferramentas para conscientização e transformação social. Projetos como oficinas de hip-hop e escrita criativa, aliadas a ações sobre sustentabilidade e justiça social capacitam a comunidade a interpretar e narrar suas próprias realidades.
3
Corpo e território
Cuidamos dos igarapés, plantamos árvores, escutamos histórias. Justiça climática com afeto, ocupação e memória.
Aqui abordamos a interseção entre corpo, território identidade cultural de forma mais explícita. Exposições artísticas como grafite, fotografia e artes visuais que dialogam com as questões do território identidade, bem como seminários e debates sobre questões étnico racial as e os impactos da colonização são formas de tornar visíveis as espacial unidades Race alisada as e as violências sofridas pelas comunidades.
Onde atuamos
A crise climática e ecológica no Amazonas, é uma das maiores problemáticas do século, evidenciando desigualdades sociais e impactando desproporcionalmente populações pobres e racializadas. Nesse cenário, a atuação de coletivos locais, como o Coletivo Pererê, sediado na zona norte de Manaus, no bairro Colônia Santo Antônio, torna-se um exemplo vital de resistência e busca por justiça socioambiental. A zona norte de Manaus, especificamente o bairro de atuação, como muitas periferias urbanas brasileiras, enfrenta desafios que se sobrepõem: a precariedade de infraestrutura básica, a exposição à alagamentos, negligencia do poder público, etc.